"As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo"? Mahatma Gandhi
sexta-feira, 25 de março de 2011
Escola Municipal realiza abertura do projeto Tamagoshi
19/08/2010
A Escola Municipal Ofélio Leitão, localizada na zona Sul de Teresina, realizou a abertura do Projeto didático “Tamagoshi – A ética do cuidado e os problemas sociais”.
A solenidade contou com apresentação musical desenvolvida pelos próprios alunos que tocaram e cantaram. Houve ainda espaço para leitura da Declaração dos Direitos Humanos, exibição de vídeos e slides sobre o tema geral e subtemas.
De acordo com a professora Virgínia Freitas, a proposta do projeto é desenvolver nos meses de agosto, setembro e outubro formas de aproximar ainda mais o alunado das problemáticas sociais. “Queremos despertar nos alunos, através da ética do cuidado, um comprometimento e atitude mobilizadora frente a estas questões”, explicou ela
Temáticas como prostituição, drogas, alcoolismo, violência familiar, pobreza, aborto, meninos e meninas de rua, serão abordados partindo da leitura de paradidáticos ao longo do período.
Projeto Tamagoshi
O projeto “Tamagoshi” foi assim intitulado para se fazer uma reflexão crítica sobre o modelo das relações humanas entre as pessoas, já que o termo é usado para identificar um brinquedo virtual japonês, que ensina as crianças a cuidar e se relacionar com o outro, só que este outro é virtual. No caso do Projeto do Ofélio o ‘outro’ seria a própria sociedade que expira cuidados reais.
O trabalho em torno das atividades está sendo encabeçado pela equipe de Ensino Religioso da escola e como proposta interdisciplinar envolve também as disciplinas de Língua Portuguesa, Geografia, História entre. A gestão escolar apóia e incentiva as ações, bem como atua junto às famílias e a comunidade.
19/08/2010
A Escola Municipal Ofélio Leitão, localizada na zona Sul de Teresina, realizou a abertura do Projeto didático “Tamagoshi – A ética do cuidado e os problemas sociais”.
A solenidade contou com apresentação musical desenvolvida pelos próprios alunos que tocaram e cantaram. Houve ainda espaço para leitura da Declaração dos Direitos Humanos, exibição de vídeos e slides sobre o tema geral e subtemas.
De acordo com a professora Virgínia Freitas, a proposta do projeto é desenvolver nos meses de agosto, setembro e outubro formas de aproximar ainda mais o alunado das problemáticas sociais. “Queremos despertar nos alunos, através da ética do cuidado, um comprometimento e atitude mobilizadora frente a estas questões”, explicou ela
Temáticas como prostituição, drogas, alcoolismo, violência familiar, pobreza, aborto, meninos e meninas de rua, serão abordados partindo da leitura de paradidáticos ao longo do período.
Projeto Tamagoshi
O projeto “Tamagoshi” foi assim intitulado para se fazer uma reflexão crítica sobre o modelo das relações humanas entre as pessoas, já que o termo é usado para identificar um brinquedo virtual japonês, que ensina as crianças a cuidar e se relacionar com o outro, só que este outro é virtual. No caso do Projeto do Ofélio o ‘outro’ seria a própria sociedade que expira cuidados reais.
O trabalho em torno das atividades está sendo encabeçado pela equipe de Ensino Religioso da escola e como proposta interdisciplinar envolve também as disciplinas de Língua Portuguesa, Geografia, História entre. A gestão escolar apóia e incentiva as ações, bem como atua junto às famílias e a comunidade.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Se liguem!
Fiquem de olho nas postagens do blog, são direcionadas aos alunos da Profesora Virgínia e todos aqueles que queiram conhecer melhor o Ensino Religioso.
A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA
Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.
"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.
Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou a carga:
- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!
- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.
Foi quando ela abriu suas potentes asas.
Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.
Voou. E nunca mais retornou."
Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamosque somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”
Extraído de artigo publicado pela Folha de São Paulo, por Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor de ética da UERJ.
Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.
"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.
Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou a carga:
- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!
- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.
Foi quando ela abriu suas potentes asas.
Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.
Voou. E nunca mais retornou."
Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamosque somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”
Extraído de artigo publicado pela Folha de São Paulo, por Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor de ética da UERJ.
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